Queda de cabelo em mulheres: causas, diagnóstico e tratamentos disponíveis | Dra. Julia Ribar
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Dúvidas frequentes

Queda de cabelo em mulheres: causas, diagnóstico e tratamentos disponíveis

Queda de cabelo em mulheres

Perder cabelo é uma das queixas que mais geram ansiedade no consultório, e com razão. O cabelo tem um peso simbólico e estético significativo, especialmente para as mulheres, e a percepção de que ele está caindo mais do que o normal ativa uma preocupação imediata. A boa notícia é que a maioria das causas de queda de cabelo feminina é tratável, quando o diagnóstico é feito corretamente. O problema começa quando o tratamento é iniciado antes do diagnóstico.

Queda normal versus queda patológica

É fisiológico perder entre 50 e 100 fios por dia. Esse número pode variar conforme o ciclo capilar, que tem fases de crescimento, transição e queda, e cada fio passa por essas fases de forma independente. O que sinaliza um problema é quando a queda ultrapassa esse volume de forma consistente, quando há rarefação visível em áreas específicas, ou quando os fios que crescem voltam mais finos do que os anteriores.

Tratar queda de cabelo sem investigar a causa é como tomar analgésico para uma fratura. O sintoma pode melhorar temporariamente, mas o problema subjacente continua.

As principais causas em mulheres

Eflúvio telógeno Queda difusa e aguda provocada por um gatilho: estresse intenso, cirurgia, febre alta, dieta restritiva, parto ou doença. Costuma aparecer 2 a 4 meses após o evento desencadeador e tende a ser autolimitada.
Alopecia androgenética O padrão hereditário mais comum, com rarefação progressiva no couro cabeludo, especialmente na região central e frontal. Tem componente genético e hormonal e exige tratamento contínuo.
Deficiências nutricionais Ferritina baixa, zinco, vitamina D e biotina são os principais envolvidos. Dietas restritivas e cirurgias bariátricas são causas frequentes. O diagnóstico depende de exames laboratoriais específicos.
Alterações hormonais Hipo ou hipertireoidismo, síndrome dos ovários policísticos, menopausa e mudanças hormonais após gravidez ou interrupção de anticoncepcionais podem desencadear ou agravar a queda.
Alopecia areata Doença autoimune que causa queda em placas bem delimitadas. Pode afetar qualquer região do couro cabeludo e tem curso variável, com episódios de remissão e recidiva.
Tração e processos químicos Penteados com tração crônica, progressivas e colorações frequentes danificam o fio e podem causar alopecia de tração, especialmente na linha frontal e nas têmporas.

Como é feito o diagnóstico

O dermatologista avalia o padrão de queda, a distribuição da rarefação, o aspecto dos fios e do couro cabeludo, o histórico clínico e familiar, e solicita exames laboratoriais direcionados. Em alguns casos, o dermoscópio é utilizado para analisar o couro cabeludo com ampliação e identificar padrões específicos de cada tipo de alopecia. Essa etapa é insubstituível: sem diagnóstico, o tratamento é um chute.

Tratamentos disponíveis

Minoxidil

É o tratamento tópico com maior evidência científica para alopecia androgenética feminina e eflúvio telógeno prolongado. Existe em formulações de 2% e 5% para uso tópico, e em comprimidos de baixa dose para uso oral, que têm mostrado resultados expressivos com menos efeitos adversos do que as concentrações orais mais altas usadas em homens. Precisa ser mantido de forma contínua para sustentar o resultado.

Mesoterapia capilar e MMP

A microinfusão de ativos no couro cabeludo, como minoxidil, biotina, fatores de crescimento e complexos vitamínicos, potencializa o tratamento local e estimula a microcirculação no folículo. É um excelente complemento ao tratamento sistêmico.

LED e laser de baixa potência

Estimulam o metabolismo dos folículos capilares e prolongam a fase de crescimento do fio. Têm evidência crescente na literatura e são seguros como terapia adjuvante, especialmente para eflúvio telógeno e alopecia androgenética leve a moderada.

Tratamento da causa subjacente

Quando a queda é secundária a uma deficiência nutricional, alteração hormonal ou doença sistêmica, tratar a causa é o principal passo. Suplementação de ferritina, tratamento do hipotireoidismo ou ajuste hormonal podem resolver a queda sem nenhum tratamento capilar específico.


Se você está percebendo queda acima do normal ou rarefação, agende uma avaliação para investigar a causa antes de iniciar qualquer tratamento. Atendo em Porto Alegre e Lajeado.

Diagnóstico primeiro.
Tratamento depois.
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