O protetor solar é o produto com maior evidência científica na prevenção do fotoenvelhecimento, das manchas e do câncer de pele. Nenhum sérum antioxidante, nenhum creme antiage e nenhum procedimento estético substitui o efeito acumulado de uma fotoproteção bem feita ao longo dos anos. O problema é que a maioria das pessoas usa protetor solar, mas não o usa de forma eficaz. E a diferença entre usar e usar corretamente é enorme.
Os erros mais frequentes no consultório
Os estudos de eficácia do FPS são realizados com 2 mg de produto por cm² de pele, o que equivale a aproximadamente meia colher de chá só para o rosto. A maioria das pessoas aplica um quarto disso, o que reduz drasticamente o FPS real obtido. Se o protetor parece invisível logo após a aplicação, provavelmente a quantidade foi insuficiente.
Filtros solares químicos se degradam com a exposição à luz UV, e os físicos são removidos pelo suor e pelo toque. A reaplicação a cada duas horas em exposição direta, ou pelo menos uma vez ao meio-dia em dias de escritório, é parte do protocolo correto. Sem reaplicação, a proteção cai progressivamente ao longo do dia.
A radiação UVA, responsável pelo fotoenvelhecimento e pelas manchas, atravessa nuvens e vidros. Ela está presente em dias nublados e dentro de ambientes com janelas. Dias sem sol não são dias sem UV. A fotoproteção diária, independentemente do clima, é o protocolo correto.
Para quem tem melasma ou hiperpigmentação, a luz visível, especialmente a luz azul emitida por telas e luz artificial intensa, também estimula os melanócitos. Protetores com pigmentos de óxido de ferro ou extrato de Tinosorb S oferecem proteção adicional contra luz visível e são mais indicados para esse perfil de pele.
Protetor solar com textura pesada em pele oleosa causa obstrução de poros e piorar a acne. Produto muito fluido em pele seca não oferece o suporte que ela precisa. A textura do protetor solar precisa ser compatível com o tipo de pele, e hoje existem formulações excelentes para todos os fototipos.
Bases e BB creams com FPS não entregam proteção real em condições práticas de uso. A quantidade de maquiagem aplicada no rosto é muito menor do que a necessária para atingir o FPS declarado. A maquiagem com filtro é um complemento, nunca o protetor principal.
Protetor solar aplicado errado é quase tão ineficaz quanto não usar. O detalhe da execução é o que separa prevenção real de falsa segurança.
Como escolher o melhor protetor solar
O melhor protetor solar é o que você vai usar todos os dias. Isso significa encontrar uma formulação que você goste de textura, que não deixe resíduo branco que te incomode, que não piore a oleosidade se a sua pele for oleosa, e que caiba na sua rotina matinal sem transformá-la em uma tarefa pesada. FPS 50 e PPD ou PA+++ garantem proteção ampla contra UVA e UVB.
Se você tem dúvidas sobre qual protetor é mais indicado para o seu tipo de pele ou como incorporá-lo à sua rotina, agende uma avaliação. Atendo em Porto Alegre e Lajeado.
